domingo, 5 de julho de 2009

Jardim de Deus

Em um dia especial, um olhar doce, puro como cristal, resplandecente, perfeito, como a mais perfeita pérola, com uma doucura infinda, começou a olhar o jardim. Até que o dono daquele olhar começou a caminhar
O Jardim era vasto e aquele que caminhava começava a chamar
Amor-O ódio respondeu:- Eu o matei
Alegria-A tristeza respondeu:-Tomei o seu lugar
Paz- A divisão respondeu:- Destronei-a
Paciência-A incredulidade respondeu:-Eu a sufoquei
Bondade-A indiferença gritou:-Eu a congelei
Retidão-A infidelidade respondeu:-Não existe mais, as riquezas a corroeram
Fidelidade-A avareza respondeu:-Ela amou mais as riquezas e porrisso a devorei
Mansidão-A discórdia fez-se presente
Domínio próprio- A bebedice, a glutonaria, a prostituição, o ciume disseram:-conseguimos adormece-los
Naquele momento o dono daquele doce olhar chorou e no pranto suor de sangue o banhou
Ele que tanto nos ama , com voz doce como o mel, bem baixinho falou:- Igreja minha , porque adormeceram, morreram, crucificando a mim, seu redentor que por toda a humanidade se doou?
Neste exato momento, uma semente começara a nascer . E no vasto jardim adormecido, os frutos começaram a brotar.
O amor gritou:- vivo estou, a alegria renasceu,a paz voltou, a paciência foi restaurada , a bondade floresceu, a retidão fez-se presente. Da fidelidade brotou mansidão. E o domínio próprio estendeu-se como um tapete resplandecente no lindo jardim da casa de nosso Deus. E então o doce olhar agora feliz, continuou, colhendo os frutos de amor para a construção do seu reino de amor

Autoria- Rosa Mônica Queiroz Miranda
Data- 26-04-2002

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